A diferença entre Aedes Aegypti e o Pernilongo comum

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Prefeitura de Hortolândia orienta população sobre como diferenciar Aedes aegypti do pernilongo comum

Você está dormindo à noite e, de repente, sente que foi picado por um mosquito. Aí, surge a preocupação: será que foi de Aedes aegypti ou de pernilongo? A Prefeitura de Hortolândia orienta a população sobre como diferenciar as duas espécies de inseto.

O veterinário da UVZ (Unidade de Vigilância de Zoonoses), órgão da Secretaria de Saúde, Evandro Alves Cardoso, explica que não é fácil diferenciar no dia a dia o Aedes aegypti do Culex quinquefasciatus, nome científico do mosquito que é chamado popularmente de pernilongo ou muriçoca, em razão de ambos serem muito pequenos e parecidos.

Uma maneira para diferenciá-los é o horário de atividade. De acordo com o veterinário, o Aedes aegypti é ativo de dia, e durante a noite ele descansa. Já o pernilongo tem ritmo de atividade ao contrário. Ele repousa no período diurno e se esconde em locais com pouca luminosidade, tais como atrás de armários e sofás, casinhas de cachorro, ficando ativo durante a noite. “O Aedes aegypti pica seres humanos de dia. Já o Culex faz isso à noite. Por isso é importante ressaltar essa diferença entre ambos. Portanto, aquele mosquito que fica zunindo na orelha de noite, quando você apaga a luz para dormir, é o Culex”, reforça Cardoso.

Ainda segundo o veterinário, as fêmeas do Aedes aegypti e do pernilongo se alimentam de sangue humano, que é essencial para nutrir seus ovos, que darão origem a mais mosquitos.

As fêmeas de Aedes e de pernilongo também são atraídas pelos cheiros emanados pelos seres humanos, que funcionam como sinais, indicando que existem pessoas ao redor de onde as fêmeas estão. Com isso, elas ficam por perto para se alimentarem. Por isso que o uso de repelente é uma maneira eficiente para combater o Aedes aegypti. Outra característica que as atrai é a temperatura do corpo humano e roupas de cores mais escuras, como preta, azul e vermelha.

OVOS

Para ficarem mais próximas dos humanos, as fêmeas do Aedes depositam seus ovos em criadouros que podem ser caixas, tonéis e barris d’água, vasos de planta, ou ainda objetos que possam acumular água de chuva, tais como garrafas PET, embalagens plásticas, pneus velhos, dentre outros. “Por isso que é importante evitar o acúmulo desses objetos em quintais, terrenos e áreas externas das casas”, salienta o veterinário Evandro Alves Cardoso.

Os ovos de Aedes podem se manter intactos por até um ano em ambiente seco ou úmido. A eclosão dos ovos ocorre ao serem submersos em água. O ciclo de desenvolvimento do Aedes dura de sete a dez dias, sendo que pode ser mais rápido no verão, quando há mais calor, fator que acelera o desenvolvimento.

Já as fêmeas do Culex depositam seus ovos em águas com grande presença de matéria orgânica, como rios, córregos e piscinas sem cloro. A eclosão dos ovos pode ocorrer em até 48 horas. A partir daí, o desenvolvimento pode durar de sete a oito dias até se tornar um mosquito adulto. O ciclo de vida do Aedes e do pernilongo é em torno de 30 dias.

BUSCA ATIVA E NEBULIZAÇÃO

Para combater o Aedes aegypti, a Prefeitura de Hortolândia continua a realizar, semanalmente, as ações de busca ativa e nebulização em diferentes regiões da cidade. Nesta semana, as equipes da UVZ percorrem os bairros Parque Gabriel e Parque São Miguel para fazer a busca ativa. Já a equipe de nebulização estará no Jardim Amanda.

A UVZ reforça a solicitação para que os moradores permitam a entrada dos agentes em suas casas para fazer a busca ativa e a nebulização. Os agentes do órgão estão identificados com crachá e uniforme. As ações são importantes para combater o Aedes aegypti, e com isso evitar que a própria população contraia Dengue, Chikungunya ou Zika, causando assim aumento do número de casos na cidade. Para saber em quais ruas e regiões serão realizadas as ações, a população pode entrar em contato com a UVZ pelos telefones (19) 3897-3312 ou (19) 3897-5974.

A busca ativa consiste em visitas casa a casa pelos agentes para eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti. O objetivo é eliminar o inseto ainda na fase larval. Caso sejam encontradas larvas, os agentes recolhem algumas delas para identificação em laboratório. De acordo com a UVZ, 80% dos focos de criadouros estão nas casas das pessoas.

Nas visitas, os agentes também dão orientações aos moradores sobre como evitar a reprodução do mosquito. Eles ainda inquirem se algum ocupante da casa apresentou ou está com algum sintoma de Dengue. Em caso positivo, a orientação é para que a pessoa procure a UBS (Unidade Básica de Saúde), mais próxima de onde mora ou de referência, para receber atendimento e tratamento adequado e possibilitar que seja feita a notificação correta do caso.

Já a nebulização consiste em espalhar um tipo de inseticida no ar para eliminar os mosquitos Aedes aegypti adultos. Antes do início da ação, as equipes da UVZ passam nas casas para avisar os moradores. Os agentes utilizam nebulizadores fixados nas costas para espalhar o inseticida em forma de vapor. O trabalho dura entre 15 a 20 minutos.

Enquanto a nebulização é realizada, o órgão solicita para que os moradores fiquem fora de suas casas e, após o fim da ação, aguardem 15 minutos para poder entrar. De acordo com a UVZ, o inseticida é seguro e não faz mal para as pessoas. A ação é também executada na parte frontal dos imóveis que, porventura, estejam fechados.

De acordo com a UVZ, Hortolândia registra neste ano 2.771 casos notificados de Dengue, dos quais 468 positivos e nenhum óbito. Já de Chikungunya são 16 casos notificados, sendo um positivo e nenhum óbito. Neste ano, Hortolândia ainda não registra nenhum caso notificado e Zika.

Fonte
Decom Prefeitura Municipal de Hortolândia

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